domingo, 31 de maio de 2015

Modelos Vicentinos 1

Com a publicação de alguns modelos de vicentinos de mulheres e homens que se destingiram ao longo das suas vidas, dá-se inicio mais um meio de conhecimentos biográficos de pessoas que se destingiram na prática das obras da caridade. As publicações biográficas, tem como objectivo informar os mais novos principalmente seguindo as pisadas de muitos vicentinos, uns conhecidos outros são totalmente desconhecidos. 

"... Temos Conferências em Quebec e no México. Temo-las em Jerusalém. Há com certeza uma Conferência no paraíso, pois há mais de mil dos nossos, desde há vinte anos que existimos que tomaram o caminho duma vida melhor."
(última carta de Ozanam escrita ao R. Po Pendola, em 19 de Julho de 1853, sete semanas antes da sua morte).

S. Vicente de Paulo
(1581 - 1660)

Ozanam quis colocar as Conferências sob o patrocínio de São Vicente de Paulo. «modelo na terra, protector no Céu».
Foi em Landes, em Pouy, nos arredores de Dax, ali nasceu em 1581 o jovem Vicente de Paulo terceiros dos seis filhos de modestos lavradores. Dos longos dias passados no meio da natureza, na guarda de rebanhos, lhe veio o gosto da solidão e do recolhimento.

Seu pai impressionado com a inteligência de Vicente, mandou-o para o colégio em Dax, onde fez rápidos os estudos e se definiu a sua vocação.
Ordenado no ano 1600 com vinte anos incompletos, torna-se sucessivamente capelão de Margarida de Valois. Pároco de Clichy, que transforma em paróquia modelo e preceptor na família de Filipe Manuel Gondi, general das galés, ao qual acompanha nas suas deslocações: verifica então o que é a miséria dos lavradores e a insuficiência do clero rival e daí lhe nasce o sentimento da necessidade de evangelizar os meios rurais.

É nomeado párico de Chatillon-les-Dombes, em pouco tempo tudo está transformado, moral e primeira «Confraria de Caridade» destinada a «ajudar o corpo e a alma a bem morrer ou a bem viver»
Volta a casa dos Gondi, que o tinha reclamado, põe em pé a congregação a Missão, destinada a evangelizar aldeias, a qual em pouco anos cobre grande parte do solo da França. A completar a acção das Missões, desenvolve as Confrarias de Caridade, para o que pede a colaboração de Luísa de Marillac, que com ele colaborará até à morte e recruta as Damas da Caridade.
Entretanto torna-se capelão das Galés. Vicente de Paulo toma contacto com as prisões, verdadeira imagem do inferno e consegue melhorar a sorte dos desgraçados presos.
Para assegurar permanência nos socorros aos deserdados, institui as «filhas da Caridade», origem das «Irmãs de São Vicente de Paulo»

Dedica os seus esforços à espiritualidade do clero: daí nascem em diversos seminários, os «exercícios dos ordinandos», e também as «Conferências das Terças-Feiras» destinadas aos futuros Bispos, frequentadas, entre outros, por Bassuet, que a Vicente de Paulo aplicava o dito do Apóstolo: «Se alguém fala, que as suas palavras sejam as palavras de Deus»
Junto de Luís III, de Ana de Áustria, de Richelieu e de Mazarino, desenvolve notável acção na escolha de superiores eclesiásticos e a sua actividade torna-se prodigiosa para acudir a todos os males: Cria o orfanato, instrução, aprendizagem e colocação de crianças expostas; organiza em vasto socorro às províncias devastadas pela guerra, vencendo a fome, as epidemias e levantando ruínas.
Inteligência fulgurante, que lhe apresenta a raiz do mal a combater, vontade firme e privilegiado espírito de organização; tudo isto ao serviço dum coração a transbordar de amor fraterno, constitui o mais admirável exemplo terreno da «Caridade nas Obras».

Falecido em 1660, foi canonizado em 16 de Junho de 1737, vindo a ser proclamado por Leão XIII patrono das obras de caridade.    
  




segunda-feira, 11 de maio de 2015

Congresso Vicentino dia 17 de Maio 2015

                      O fim de semana que se aproxima, a Sociedade São Vicente de Paulo vai realizar o seu Congresso Vicentino na Casa Diocesana no Porto. O Tema principal a que todas as Conferências foi dado o desafio para reflexão e discussão no dia tem como tema principal
                 
                     "COMPROMETIDOS EM MISSÃO COM A IGREJA E OS HOMENS:
           RENOVAR O IDEAL E FORTALECER A FÉ, NA ALEGRIA DO EVANGELHO"

As duas  Conferências da Paróquia iram marcar com a sua presença,

Fica o convite feito aos Jovens da Tarefa-Ajudar a assistir e à Comunidade Paroquial.


PROGRAMA
09H00 - Acolhimento

09h30  - Oração de abertura Padre Manuel Martins
                                       Palavras introdutórias Manuel Carvas Guedes

10h00   - 1º Tema/Reflexão “Compromisso Vicentino”
                                                         Dr.ª Margarida Vieira

11h00  - Intervalo

11h30  - 2º Tema/Reflexão “Missão, unir o mundo inteiro
                           numa rede de caridade”

                                       D. Augusto César Ferreira da Silva

12h30  - Almoço

14h30  - A Voz dos Congressistas

15h30  - Momento Musical

16h00  - 3 Tema/Reflexão “Deus na minha vida e a minha vida 
               com Deus”
                                                            Dr. Canaveira Campos

17h00  - Propostas e Conclusões Finais Secretariado do Congresso

17h45  - Intervalo

18h00  - Celebração da Eucaristia de Encerramento – presidida pelo 
               Senhor Bispo do Porto, D. António Francisco.






terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Os Trilhos na Comunidade Paroquial

Não sei muito bem como começar, mas temos de ter um início e vou começar pelo lado do desabafo, da critica e depois vos deixarei à vossa reflexão, o lado bom, as soluções que o Papa Francisco na sua mensagem "A Quaresma" e algumas palavras que o nosso cardeal-patriarca de Lisboa nos deixa a quando na sua primeira Missa nova "igreja" e uma entrevista deixada no Ecclesia.

Então vamos lá ser frontais pois sinto não existe outro local: Pelos dados recebidos pelos contactos pessoais e pelos dados que sinto não sei pelas novas funções para que fui eleito, vão chegando aos meus ouvidos bem activos, sinto muita cumplicidade no receio de se incomodarem, por parte de alguma hierarquia da igreja à falta de percorrer caminhos e fazer contactos dos problemas que existem nas paróquias, ainda existe presbíteros que se acomodam, que não saem do seu conforto que usufruem, aos caminhos difíceis e esperam que lhes caiam em cima da mesa,«Se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros» (1 Cor 12,26): A Igreja. De cristãos leigos que têm receio em colocar as suas ideias com medo de que o sr. padre não goste!.., Em algumas paroquias os grupos da igreja se fecham, não existe conselho pastoral onde se deve ouvir as propostas do pastor da igreja, de saber os orçamentos contabilísticos para a paroquia e destinados a grupos paroquias e vice-versa destinados a: manutenções diversas, catequese, liturgia, disposição de salas para o trabalho pastoral que todos grupos são responsáveis perante o seu pastor, de contrapor com outras formas de pastoral na paroquia, De cristão e (peço desculpa se irei ofender mas não é o objectivo); de cristão que não conseguem sair do seu casulo, sem ideias a apresentar para que a pastoral seja exercida na solidariedade e as suas visitas a casa deixem de ser preguiçosa e passe a ser diligente: "ouvir, propor, acompanhar, encaminhar", que a displicência caritativa passe a ser caridade zelosa,
Parece que também predominantemente às dificuldades diárias sobressaem a dificuldade de que "há, já podia ter sido"!..
Há tanta dificuldade em adquirir espaços porque quem os tem não abdica do seu espaço, não partilha. Não doa. Quem não se dá não se doa...
Possíveis soluções: Conselhos Pastorais a funcionar melhor. "Apresentar, Propor, Projectos e Orçamentos dos grupos".

Alguns parágrafos deixadas muito recente pelo Santo Padre, Papa Francisco nos disse na sua Mensagem para a Quaresma e na altura de sua escolhido pelo Consistório proposto a Cardeal pelo Santo Padre, Papa Francisco.
Tempo de renovação para a igreja, para as comunidades e para cada um dos fieis, a Quaresma é sobretudo um «tempo favorável» de graça (cf.2 Cor 6,2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: «Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» (1 Jo 4,19). ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhecer-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós;o seu amor impede-lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece. Quando estamos bem acomodados, instalados, esquecemos-nos certamente dos outros, não nos interessa os seus problemas, nem as tribulações e injustiças que sofrem e assim o nosso coração cai na indiferença, esqueço-me dos que não estão bem! Com esta atitude egoísta de indiferença atingiu uma dimensão mundial. Trata-se de um mal-estar que temos obrigação, como cristãos, de enfrentar.

D. Manuel Clemente nos deixa outra mensagem: O único caminho para "credibilizar" a igreja é passar das palavras aos actos concretos, um desafio para os católicos. "Credibiza-te como cristão fazendo teu o problema do outro, não ficando fora, indo lá ter, "acolher" estar junto dos marginalizados, dos jovens que não sabem nada da sua vida, dos idosos que reclamam a nossa presença. São estes, entre outros apelos de Papa Francisco.
"Fazer meu o problema do outro é um enorme desafio para qualquer cristão", precisou.
"Quando se fala em reforma, é sobretudo disto que se fala: uma re-ligião, uma ligação a Deus, que se concretiza para nós cristãos nas atitudes concretas, práticas, comezinhas, diárias, de Jesus de Nazaré", prosseguiu.
Um ponto final que esepro que se faça luz.
Espero que, pelo menos seja implementada nas paróquias onde não existe ou não se nota a sua existência os Conselhos Pastorais se façam notar. Os destinos da prática da Caridade dos Vicentinos e de grupos diversos da paroquia, são os problemas de uma comunidade paroquial, são meus, são teus e a todos somos chamados muitas vezes a contribuir, quem dá gosta de saber porque se doa.
Devem saber...

   

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

1 € Faz a Diferença

Campanha a favor dos mais necessitados.
Há coisa de dois anos o nosso Bispo D. Manuel Clemente na sua passagem pela diocese do Porto, a pensar nos mais pobres, como sempre, teve a iniciativa de lançar um Fundo Diocesano e partiu com um donativo pessoal com 50 mil euros.
Em boa hora com o seu exemplo, as igrejas da diocese contribuíram das suas receitas nas missas dominicais, entregaram à volta de 400 mil euros. 
À Sociedade de São Vicente de Paulo na Diocese do Porto foi-lhe atribuída a tarefa de gerir os dinheiros do fundo. 
Só para se perceber das ajudas às conferências em dois anos esse fundo contribuiu muito próximo dos 500 mil euros, distribuídas pelas pessoas através das conferências da Diocese do Porto.  
Pode pensar-se: Então não deu para poupar em depósitos a prazo? Não... O objectivo não era fazer dinheiro mas distribuí-lo! Foi esse o objetivo de D. Manuel.
Há quem pense e bem, os dinheiros que são dados para os mais pobres não podem servir para criar lucros em contas bancárias nas conferências, ou ter a pretensão que o dinheiro existe, não pode sair e com as desculpas que a conferências não podem ficar sem dinheiro em tesouraria.
A prática da Caridade tem o sentido contrário, o da partilha.
Cabe a cada Conferência Vicentina, idealizar eventos para angariação de fundos próprios. É esse também o trabalho vicentino. 
Assim, a Sociedade São Vicente de Paulo da Diocese do Porto, através do seu Conselho Central do Porto, continua com a intenção de voltar a reforçar o Fundo Diocesano e lança a campanha o 1 € Faz a Diferença: 
Todas as Conferências possuem impresso próprios (peça o folheto de adesão) para quem queira contribuir nesse campanha por método de Debito Directo, sem custos e fácil de contribuir.

                                          
AJUDE QUEM AJUDA QUEM MAIS PRECISA.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pobreza que faz a diferença

A imagem não é muito antiga, é deste último Quadra de Natal, bem próximo da nossa paróquia e para quem se preocupa com a falta de comida para distribuir pelos nossos irmãos mais necessitados, este acto de deitar fora um Bolo de Pão-de-Ló, em pleno dia da quadra festiva, dói!

Não vou fazer mais considerações. Fica para reflexão!