quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Padre Opus Dei sobrevive aos 10 dias em como induzido

 

Sacerdote da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei passou 10 dias ventilado, em coma induzido Sacerdote da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei passou 10 dias

Lisboa, 09 fev 2021 (Ecclesia) – O padre Miguel Cabral, da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei, passou 10 dias ventilado em coma induzido, por causa da Covid-19, numa experiência de fragilidade, mas não de medo. 

“Nunca tive medo de morrer. Tenho fé e pensei que não estava na minha perspetiva morrer já, nunca pensei que isso acontecesse. A preocupação maior era com o sofrimento que podia causar à família e amigos. A fragilidade mostra-nos que não somos o Criador, mas criaturas. Dependemos dos outros. Um pequeno vírus que não conhecemos, não o vemos nem sabemos como o apanhamos, faz-nos sentir pequeninos. Isto ajuda-nos a confiar mais em Deus”, conta o sacerdote à Agência ECCLESIA.

O padre Miguel Cabral recorda ter sido no início de dezembro, “na véspera da solenidade da Imaculada Conceição”, a origem dos sintomas, relacionados com um “estado gripal” que não passava.

“Liguei para a linha de saúde 24 e fui ao Hospital de Santa Maria onde fiquei dois dias. Regressei a casa e passado quatro dias, com o agravamento da situação, falei com o médico que me acompanha no hospital, e as coisas começaram a complicar-se”, recorda.

Pouco se lembra dos dias no Hospital da Luz, onde esteve internado, antes de ser ventilado.

“Nesses cinco dias não me recordo de quase nada. Ao fim desse tempo, fui agravando o estado geral, com febre e falta de ar. Nas mensagens que enviava para a família e amigos eu dizia que quase sufocava quando tossia. Não tenho recordação disso. Tenho uma vaga ideia de um médico me dizer que estava a agravar e que ia passar para os cuidados intensivos e depois, me dizer que me iam entubar. Eu disse: «façam o que tiverem de fazer». Estive 10 dias ventilado, num coma induzido, mas não me lembro de nada”, regista.

Da experiência de fragilidade, o padre Miguel Cabral recorda a proximidade de Deus, dos amigos e da família.

“Nunca me senti sozinho, pela presença de Deus que senti ao meu lado. A última coisa que eu li, antes de ser entubado, foi uma pequena carta que o prelado do Opus Dei me escreveu com umas palavras muito amáveis que me fez sentir em família”, sublinha.

Ao acordar, sem ter noção do tempo, o padre Miguel deu conta de ter recebido “2400 mensagens” que transmitiam “esperança e sinais de amizade”.

“Este é um aspeto que eu aprendi e continuo a faze-lo sobre a importância da família como da amizade, a importância de cultivarmos as amizades”, explica.

A sua experiência pessoal já foi ultrapassada, mas o sacerdote da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei admite que mais difícil é acompanhar o pai, que passou “16 dias em coma”, também por causa da Covid-19.

“Custa mais a doença do meu pai, outros doentes internados de quem vou sabendo e pelos quais vou rezando. A dor dos outros custa mais, não poder fazer nada por eles. Desde que fiquei doente, eu e a minha família todas as noites nos juntamos a rezar o terço às 21h30, agora com o pai que já recuperou, os filhos e os 23 netos”, regista.

Antes de ser ordenado sacerdote, o padre Miguel Cabral foi médico oncologista e exerceu durante 10 anos a profissão, algo que, acredita, o pode ter ajudado a passar pela doença.

“Depois de estar mais de um mês no hospital, 10 dias ventilado, que também isto me ajude a ser melhor pessoa: a compreender melhor os outros, a sentir que vivemos uns para os outros e que adquire maior sentido a minha vocação como padre, que é aquele que serve os outros”, deseja.

O sacerdote explica a importância do trabalho “bem feito”, com “competência”, mas com “sorriso e simpatia, delicadeza no trato e respeito pela pessoa, nos pequenos gestos”, considerando que a experiência de “estar do outro lado” pode ser “útil para qualquer médico pensar no que é estar como doente”.

Ao longo desta semana, em que se assinala o Dia Mundial do Doente, o programa Ecclesia na Antena 1 vai valorizar testemunhos e mostrar os rostos de quem passou pela doença provocada pela Covid-19.

    











segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Um sinal Admirável [ tempo Páscoa]

Certa parte do livro "O Sinal  Admirável" do Papa Francisco" relembro sobre o significado e valor do Presépio, certa parte diz:
Para muitos adultos, montar o presépio é voltar aos dias da infância e da juventude; as suas recordações, por vezes, estão carregadas de nostalgia, fazendo-os recordar as pessoas as pessoas queridas que nos deixaram, embora colocando nas mãos esse momento precioso. A Carta do Papa Francisco vem apoiar o desejo de quantos pretendem ser transmissores ativos desta pequena e preciosa tradição que enriquece a nossa vida familiar e social.
O Presépio pertence a todos, não pode ser instrumentelizado, porque aquele Menino que estende os braços deixa-se abraçar por quem quer que dele se aproxime. Como recorda ainda o Papa Francisco: <Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida> (n. 10). Deus que se faz homem é o sinal concreto do seu amor; não é possível fechar a porta do nosso coração a um amor tão profundo que transforma e nos desafia a amar os outros com igual intensidade. O Presépio nas nossas famílias é nas nossas casas limitar-se a manter vivo este desejo, criando em cada Natal assombro e deslumbramento e fazendo mergulhar cada um de nós num conhecimento de Deus cada vez mais profundo.
"páginas 7a9".
NOTA:Santo Natal, não esquecendo os nossos "irmãos maiores em situação de pobreza". 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Simplesmente Agindo

Ano A
34º DOMINGO DO TEMPO COMUM
NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

Tema do 34º Domingo do Tempo Comum

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 25,31-46)

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando o Filho do homem vier na sua glória com todos os seus Anjos, sentar-Se-á no seu trono glorioso. Todas as nações se reunirão na sua presença e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; e colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde, bem ditos de meu Pai; recebei como herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e Me recolhestes; não tinha roupa e Me vestistes; estive doente e viestes visitar-Me; estava na prisão e fostes ver-me'. E o Rei lhes responderá: 'Em verdade vos digo: Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes'.

LEMBREMOS AS BEM-AVENTURANÇAS.

Parte dum texto retirado dum jornal "O Gaiato" É importante relembrar parte da passagem de Cristo Jesus: JESUS teria mais de trinta anos [c.28 d.C.J.]. com os pescadores do seu povo, no rio do Jordão, foi ao encontro de João Baptista profeta novo que denunciava as injustiças sociais desse tempo. Como não seria importante termos neste século outro João Igual mas não temos, a não ser do Papa Francisco são recordados alguns importantes pontos religiosa e civilizacional expressos no Documento sobre a fraternidade humana. « fala-nos para além da morte proibida por Deus em que os homens matam( qualquer que mate uma pessoa é como se tivesse morto toda a humanidade e quem quer que salve uma pessoa é como se tivesse salvo toda a humanidade» Não só fala-nos da morte mas pela vida assistida a um doente enfermo, um pobre que precisa assistência acompanhamento (estive com fome deste-me de comer, estive doente, deste-me assistência, etc). Recordemos o bom samaritano.

Assim, o que direi; cabe ao vicentino ABRIR-SE AO diálogo com todas as instituições sociais e partilhas com elas conhecimentos e ajudas. Não se percebe neste momento de agustia para muitos os vicentinos não se encontrem e dialoguem uns com os outros; porque os há aqui ou ali.

Portanto, comecemos ou acabemos o ano a pensar nos que mais sobrem neste altura que assola o país, pensemos no dialogo com outras instituição civis sem sim lucrativas para que o sangue que escorre pelo corpo do sofrimento seja estacado as feridas em cuidados, próximos que sofrem acompanhando-as com amor e compaixão.    


domingo, 25 de outubro de 2020

Notícias de Malange - Casa do Gaiato

Poderão pensar, não temos nada haver com os problemas dos outros e muito menos com povos que não são nossos, temos os nossos a quem ajudar (é verdade) mas, por ventura não somos todos voluntários em nome de Deus!, em minorar os sofrimentos dos outros, todos filhos do mesmo Pai?! Deixo um desafio; ajudem, enviem um por mais simples que seja ao cuidado Pe. Júlio, que encaminhara a Malange.  

O Gaiato distribuição n.º 1999. Noticias de Malange, Pe Rafael.

Há dias, foi publicado num jornal português que cerca de 40 crianças morreram de destruição em Angola. Rapidamente soaram sobre a veracidade desta informação. A realidade é que os números podem ser menores ou maiores porque, n momento, não acredito que nenhuma instituição tenha capacidade para controlar a mortalidade infantil. Portanto, mais uma vez, as crianças são as primeiras vítimas da pobreza.  

Já preparamos 12 hectares para cultivo de mandioca. Normalmente os camponeses pagam um euro por um rego de cem metros onde podem cultivar diferentes produtos como mandioca, milho, feijão... durante um ano. Normalmente, sem trabalhar muito, podem produzir quinze euros por rego. Muita gente, neste momento de pandemia, aposta na agricultura e como o dinheiro que pedimos é relativamente baixo, já vendemos todos e já estão à espera que preparemos mais terreno. 

Tivemos a notícia, há dias, que a Obra da Rua vai preparar um contentor de alimentos para Malanje e outro para Benguela. A verdade é que ficamos muito felizes porque a nossa alimentação vai melhorar consideravelmente. Ninguém se queixa, pois todos temos consciência das dificuldades que têm todas as famílias em Angola e como muitas delas, às vezes, não conseguem comer uma refeição por dia. 

Estamos reativando as medidas de biossegurança em nossa Casa do Gaiato de Malanje, pois ultimamente vêm muita pessoas, com bidões de vinte litros, por falta de água potável. O problema da água traz consigo a febre tifoide, que é muito difundida no País e se manifesta com tantas insistência como o paludismo. Por isso, mandamos consertar uma manivela para que as pessoas possam encher suas latas. A questão é quando tempo durará até que volte a avariar-se.

Em nossa Casa do Gaiato procuramos viver tudo isto dentro de uma normalidade, tentando que estas dificuldades não sejam sentidas com força pelo nossos rapazes, especialmente os «Batatinhas». 😀

domingo, 30 de agosto de 2020

"O Sorriso pode resolver muito problemas"

Não é fácil ultrapassar alguns momentos da vida de hoje, problemas famíliares entre delas o consumo de drogas, desemprego mas principalmente separações delas causadas pela pandomia que vão minando os princípios de união entre casais.
Depois vem a subrepor-se a tudo estes problemas a educação que descaiu para graus pouco abaixo 50%. Tudo isto verifica-se mesmo no ceio de famílias cristãs batizados em Cristo. Seus filhos em encarregados aos professores do ensino primário, são deixados ao critérios destes, como tenham "obrigação" de os ensinar a religião sejam eles cristãos ou outros irmão, fiéis a Deus.
No meio destes problema humanos, juntam-se também um problema não menos importante que é ter ou desejar levar vida que lhe chamamos de  "vida de ricos".
Está frase leva a um pensamento Cristão: no Concílio Vaticano II,  no ano 2015 a Igreja católica celebrou o quinquagésimo aniversário do encerramento do Concílio que representa o ponto alto da sua história de dois mil anos. O evento serviu de inspiração, chamada Aula conciliar, na altura a cerca de 40 bispos reunidos nas catacumbas de Domitila para assinar que hoje se conhece O Pacto das Catacumbas de 1965. 
Tem como projecto manifestado a <Missão dos Pobres na Igreja>. 
Como a palavra pode ter um contesto e má interpretada prefiro chamar-lhe-ia {pessoas em situação de pobreza}. Hoje e no passado, os Cristãos vivem forma sincera consigo próprios uma vida de pobreza, sem ganância e luxúria. Poderei dizer graças a Deus e espiritualmente de uma forma desinteressada vivem os sinais, alguns partes do Pacto de uma forma prática junto das pessoas com dificuldades., minurando-lhes uma parte da vida em dificuldade. Espero que nas visitas em suas casas levem a conhecer o nosso Pai ensinando o Evangelho de seu filho: Cristo Jesus. 
Saudações a todos com um PAZ E BEM

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

A MISERICÓRDIA DEUS FEZ-SE

 "'Um dia um menino de cinco anos entrou em uma farmácia correndo e disse ao farmacêutico: ′′ Senhor, aqui está todo o dinheiro que eu tenho. Por favor, me dê um milagre ".

 O farmacêutico, surpreso, perguntou-lhe qual milagre queria e pra quê.

O pequeno respondeu: - O médico disse que a minha mãe precisaria de um milagre para curar. Aqui está todo o dinheiro que poupei para comprar uma bicicleta, mas eu amo minha mãe e quero que ela fique bem. Por favor, me ajude. Esse dinheiro é o suficiente?

 O farmacêutico, muito comovido, respondeu-lhe que não tinha a medicina ′′ milagre ′′ para curar a mãe, mas que se a tivesse oferecer-lhe-ia sem lhe cobrar um único peso.

Depois acrescentou que só Jesus, o Filho de Deus tem aquele remédio especial, e convidou-o para ir à Igreja pedir.

 O menino correu como um raio até a Igreja. Chegou em frente ao crucifixo perto do altar e disse: Eu sei que vc tá nessa cruz, que te dói e que não tem muito tempo pra mim, mas o farmacêutico me disse que o milagre da minha mãe tem você.

 Você sabe o quanto eu amo a mamãe, aqui está todo o dinheiro que eu poupei para uma bicicleta. Dou-te e prometo ajudar-te a descer da cruz, mas por favor ajuda-me.

 Infelizmente o Jesus da Cruz não respondeu a ela nem uma palavra, por isso a criança gritou: Se não me ajudares, eu irei chorar com a tua mãe, a Virgem! Se tu também amas a tua mãe como eu amo a minha, ajuda-me e dá-me a medicina. Eu prometo voltar o mais rápido possível para ajudá-lo.

 O padre, que tinha ouvido o grito da criança, aproximou-se e convidou-o para falar em voz baixa, com Jesus. Explicou-lhe que Cristo o ouve mesmo que não responda diretamente.

 Comovido com a criança, o padre decidiu segui-lo para casa. Ao longo do trecho da rua da Igreja lá, a criança explicou ao padre o quanto queria a mãe, disse-lhe que para ele ela era tudo e que só Jesus tinha o milagre que poderia curá-la, como lhe tinha explicado o farmacêutico.

 Uma vez em casa, o menino  encontrou a cama de sua mãe vazia. Olhou e a viu sair da cozinha, que se dormindo a ele, lhe disse: O médico que veio visitar-me curou-me e te cumprimenta. Me mandou te dizer que ele também ama muito a mãe dele. Filho, como você conheceu esse médico?

 Então o padre com lágrimas nos olhos disse à criança: ′′ Ele fez o que você pediu, e chegou antes de nós".

 Lembre-se: Nossas orações, lágrimas do nosso coração, nossas mágoas e lamentos são ouvidos pelo Senhor.'"🙏

                                 






quarta-feira, 5 de agosto de 2020

O PACTO EM DOMITILA - 1965

Não querendo ser maçador seguindo a primeira parte sobre texto sobre o pacto, transcrevo a parte dos signatário - entre eles na sua maioria da América-latina, « não constando na assinatura um único português», direi; não existe uma lista oficial dos 39 bispos que estiveram na celebração da Eucaristia nas catacumbas de Domitila em 16 de novembro de 1965, quando assinaram o Pacto das Catacumbas.
Desejavam ter uma celebração discreta, longe da imprensa, com uns poucos bispos (originalmente previa-se apenas uma vintena), para evitar que o seu gesto de simplicidade e compromisso fosse interpretado como uma «lição» aos demais bispos. Da tal modo foi assim que a primeira notícia da celebração apareceu apenas numa nota de Henri Fesquet no jornal diário Le Monde, mais de três semanas mais tarde, no encerramento do Concilio, a 8 de dezembro de 1965, sob o titulo «Um grupo de bispos anónimos compromete-se a dar o testemunho exterior de uma vida de estrita pobreza». A notícia não mencionava nomes, mas entre os papeis de D. Charles Marie Himmer, bispo de Tournai (Belgica), que presidiu à concelebração da manhã e se encarregou da homilia, existe uma lista (incompleta) dos participantes: 
Brasil
D. António Fragoso (Crateús- CE)
D. Francisco Mesquita filho Autregésilo (Afogados da Ingazeira, PE)
D. João Baptista da Mota e Albuquerque (arcebispo de Vitória, EP)
P. Luís Gonzaga Fernandes (haveria ser nomeado bispo auxiliar de Vitória)
D. Jorge Marcos Oliveira (Santo André- SP)
D. Hélder Câmara (Bispo de Recife)
D. Henrique Golland Trindade, OFM (arcebisno de Botucatu, SP)
D. José Maria Pires (arcebispo de Para´ba, PB)
Colombia  
D. Tulio Botero Salazar (arcebispo de Medellin)
D. António Medina (Bispo auxiliar de Medellin)
D. Aníbal M~unoz Duque (bispo de Nueva Pamplona)
D. Raul Zambrano (Facatativá)
D. Angelo Cuniberti (vigário apostólico de Florência)
Argentina