domingo, 10 de julho de 2016

110 Anos Conferência São Cristóvão Mafamude

A Conferência vicentina de São Cristóvão de Mafamude, no dia nove de Julho de 1906, sendo agregada pelo Conselho Geral Internacional sediada em Paris França, entra ao serviço dos mais Pobres da Sociedade São Vicente de Paulo.

A nossa Conferência dá inicio na pastoral da caridade passados 73 anos da 1.ª fundação da Conferência Vicentina São Luís, Rei de França, em Lisboa e 183 anos da fundação da Sociedade São Vicente de Paulo pelas mão do Beato Frederico Ozanam. 

Hoje a 9 de Julho 2016 lembrando o aniversário da conferência, realizou-se uma Celebração Eucaristia em Acção de Graças agradecendo a Deus por todos os vicentinos, colaboradores e subscritores que nela tem ajudado a conferência no serviço da caridade nos pobres, vendo neles a pessoa Jesus Cristo.

Se seguida em conjunto com a Conferência de São Gonçalo na mesma paróquia, deslocaram a um restaurante para franca confraternização.

A Espiritualidade Vicentina passa por subir diversas montanhas da vida de um vicentino e sempre com uma atitude!





quarta-feira, 22 de junho de 2016

Encontro do Conselho Pastoral Social

Encontro para a Pastoral Social
Igreja Jubilar de Mafamude

CONVITE

Com a presença do senhor Bispo Auxiliar D. António Augusto, terá lugar uma celebração (da palavra) do próximo dia 30 de junho, pelas 21h30m, na Igreja jubilar de Mafamude, esta destina-se às pessoas, da nossa vigararia que façam parte dos grupos ligados à Pastoral Social (Ministros Extraordinários da Comunhão, Vicentinos, Visitadores doentes, funcionários / direções dos Centros Sociais e também Comissões Fabriqueiras (poderão ir os elementos que pretenderem, não tem que ser só um representante).
O esquema da celebração é o seguinte:
- Cântico de entrada
- Saudação do Vigário
- Apresentação das Paróquias (***)
- Evangelho
- Palavra do Snr. Bispo
- Cântico Profissão Fé
- Oração Santa Faustina
- Pai Nosso
- Oração conclusiva feita pelo Snr. Bispo
- Cântico Final
- Convívio

(***) cada paróquia indicará um representante para fazer um "retrato" das atividades da Pastoral Social e Comunitária. Ex. " A paróquia de ..... (dizer nome da paróquia) saúda todos os presentes, nesta celebração do Ano Santo da Misericórdia, e dá graças a Deus por concretizar as Obras de Misericórdia através dos seguintes grupos (elencar os vários grupos que a paróquia possui ligados à Pastoral Social e também a Comissão Fabriqueira) e das seguintes respostas sociais ....... (referir as várias respostas sociais, como lares, centros de dia, serviço de apoio domiciliário, creche, Gaia aprende mais, etc).

Como Maria, louvamos o Senhor pelas maravilhas que por nós continua a realizar, hoje, em favor do seu Povo.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

110 Aniversário da Conferencia Vicentina está proximo

A Conferencia São Cristóvão de Mafamude da Sociedade de São Vicente de Paulo, a dia 09 de 1906 por publicação de Carta de Agregação, foi constituída como Conferência Vicentina que se dedica ajudar dos mais pobres e em situações de acompanhamento domiciliaria entre outras tarefas sócio-caritativas, na paróquia.

Este ano a 2016 vamos celebrar os 110 anos de existência com uma Celebração Eucaristia em acção de graças no dia 10 de Julho-Domingo.
Estamos a preparar um simples programa que contaremos ao vosso conhecimento.
Fiquem com um poster de anuncio.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Obras de Misericórdia

Corporais
1. Dar de comer a quem tem fome
2. Dar de beber a que tem sede
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Assistir os enfermos
6. Visitar os presos
7. Enterrar os mortos

Espirituais
1. Dar bom conselho
2. Ensinar os ignorantes
3. Corrigir os que erram
4. Consolar os tristes
5. Perdoar as injúrias
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7. Rogar a Deus pelos vivos e defuntos

Vicente de Paulo, filho de Jean Depaul e Bertrande de Morais, na lápide onde foi sepultado lê-se: “Vicente de Paulo, sacerdote, fundador e primeiro superior-geral da congregação da Missão, morreu a 27 Setembro do ano do senhor de 1660”.
Deixou como legado na Missão de Caridade, actos de misericórdia reflectidas na assistência aos escravos, aos sem-abrigo dando-lhes guarida, aos famintos comida, aos nus roupa, carinho aos velhos e às crianças bons conselhos e ensinamentos sempre nas mãos e nas suas pregações a melhor forma de seguir os exemplos de Jesus Cristo. Deixou-nos os seus actos de misericórdia para que mais tarde a sociedade dos vicentinos o seguir e fizessem dos pobres, os nossos amigos e irmãos mais próximos de Deus. São Vicente como sacerdote e no amor a Deus, deixou-nos na sua vivência em Actos de Misericórdia junto dos pobres com uma das suas mensagens: “Convém amar os pobres com um afecto especial, vendo neles a pessoas do próprio Cristo e dando-lhe a importância que Ele mesmo dava”. Aos vicentinos de hoje das novas vivências na terra que nos coloca vários desafios o mais importante é não preocuparmos muito “como se faz mas o modo para quem nos dirigimos” Dá o teu primeiro passo e logo virá o teu Rei mais pequeno dos mais pequeninos seguindo-te. Depressa compreenderás que a caridade embora pese muito nos teus ombros, ficará leve dado com o amor empregue.
Não te escondas atrás dos teus cabelos, da tua cor de pele, do teu tamanho das tuas dificuldades na idade pois esta será suportada pelo bem que possas fazer. Os Actos de Misericórdia são práticas fazendo; com àquele…
Alcança o sorriso, o afecto, o Beijo de Deus como se fosse a mãe de todas as mães.     


Vicentino 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Igreja Jubilar 2015 - 2016

                                       



                                                 

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Assembleia Celebrativa 182 Anos da SSVP em S.Cristóvão Mafamude

No Dia 25 de Outubro no Salão Paroquial de São Cristóvão de Mafamude- V.N.Gaia realizou-se, clique; Assembleia Celebrativa 182 Aniversário da S.S.V.P , da Diocese do Porto e promovida pelo Concelho Central Porto da Sociedade de São Vicente de Paulo oos 182 Anos de Fundação da sociedade que teve como iniciador, patrono da Sociedade o São Vicente de Paulo.
1833 - Fundada a 1.ª Conferência em Paris (Conferência Saint-Étiene du Mont).
1859 - Fundada em Portugal a S.S.V.P entra pelas mãos de Pe. Sena de Freitas (Pe.vicentino). Pe. Miel, conde de Aljuzur e Conde de Samodães, fundadores, fundadores da 1.ª Conferência em Lisboa (conferência S. Luis dos Franceses).
A Sociedade de São Vicente de Paulo esta hoje representada em 157 países designando-se actualmente como Confederação Internacional da Soc. São Vicente Paulo.

Na assembleia estiveram presentes aproximadamente 120 vicentinos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Modelo Família Vicentina - Sena de Freitas

Sena de Freitas
(1840 - 1913)

  Sena de Freitas, de nome completo, José Joaquim Sena de Freitas, nasceu em Vila Franca do Campo, Ponta Delgado, na Ilha de S. Miguel, no dia 21 de Julho de 1840. Era filho do historiador Bernardino José de Sena de Freitas e da, Casa da Congregação da Missão,  Maria josé de Brito Mascarenhas que faleceu cedo, deixando José Joaquim com três anos apenas sem os cuidados e aconchegos maternos, o que terá influenciado o pequeno Sena de Freitas no seu temperamento que se tornou inquieto, ansioso, rebelde até.
  Mas logo de pequeno se revelou, já na escola, forte personalidade, grande inteligência e ousadia de opinião. Como também logo cedo revelou forte inclinação para a religião, tendo-se tornado, por vontade própria, Menino do Coro da Igreja local, organizando devoções na Ermida de Nossa Senhora da Vitória, tendo especial atenção satisfação em tocar o sino da Igreja.
  Em Santarém fez os seus estudos secundários que veio a concluir no Seminário de Coimbra em 1858, tendo seguido para Paris, aí se instalando em São Lázaro, Casa da Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo, em cuja mística se deixou mergulhar. Aí concluiu o seu curso de Teologia, Tendo feito votos em 1862, embarcando para o brasil em 1865, onde missionou. Professor em Santa Quitéria, já em Portugal (1878), mas frequentemente doente e sem facilidade de adaptação a uma vida de comunidade, várias vezes pediu demissão de votos, embora tenha ficado sempre em óptimas relações com a Congregação cujo Provincial muito o apreciava.
  Em Portugal, como professor de um pequeno Colégio na Estefânia, celebrava missa em Arroios, instalando-se sempre, nas terras por onde peregrinava, nas casas dos lazaristas.
  Sena de Freitas, sempre lutador pelos seus ideais sociais e políticos, legitima como seu pai, era escritor de raça e primoroso cultor da língua.
  Inúmeras foram as obras que escreveu de que citamos:

  •   O milagre e a crítica moderna.
  •   No presbitério e no templo - 2 volumes, em 2 edições.
  •   Evangelho segundo Renan.
  •   Tenda do Mestre Luvas (romance original).
  •   A carta e o homem da carta.
  •   O sacerdócio eterno.
  •   A palavra do semeador - 3 volumes.
  •   Conversa sobre patriotismo hodierno. 
  •   Discursos.
  •   A religião em face da política.
  •   Orações fúnebres:
  •            - a José Bonifácio;
  •            - D. Luis I;
  •            - ao Conde de S. Salvador de Matosinhos;
  não esquecendo a defesa que fez contra António Enes quando este atacou a Congregação da Missão. 
  Embora dado às letras, chegara à conclusão que a Caridade estava à frente e acima das letras em que, aliás, fulgurantemente se impunha. Por isso a sua paixão pela mítica vicentina.
  Sena de Freitas não parava de viajar fosse por terra, fosse por água, desde Paris e Londres até aos sertões do Brasil, ou jornadas muitas vezes incómodas por Portugal. 
  Ainda em 1859, Sena de Freitas, junto do Padre Miel, trabalhou pela fundação da 1.ª Conferência de São Vicente de Paulo em Portugal - a Conferência São Luís, Rei de França, fundada em Lisboa; colaborou com o engenheiro Barros Gomes na tradução do velho Manuel da sociedade de S. Vicente Paulo. Em 1877, passado por Braga, aí fundou uma conferência (a 3.ª em Portugal). Em 1879, após uma reunião no palacete da Condessa de Azevedo, com 300 presenças, falou de tal maneira sobre a vocação e missão da S.S.V.P, que logo foi fundada no Porto a Conferência da Imaculada Conceição, em Santo Ildefonso, a 4ª Conferência em Portugal.
  Em Guimarães, foi violentamente atacado por gente de feição maçónica, porque efectuara uma sessão no palacete do Conde de Vila Pouca e não na Igreja. Retorquiu que faria a reunião em qualquer espaço, ainda que um barracão, se tivesse iguais dimensões.
  Em 1880, passando por Penafiel, aí fundou a Conferência de Nossa Senhora do rosário e, seguindo até Coimbra, nesse mesmo ano, iria fazer nascer aí 1.ª Conferência Académica.
  Aí começou por procurar D. Manuel Correia de Bastos Pina, o Arcebispo-Conde, que se entusiasmou com a fundação de uma conferência vicentina para a qual se propôs como Presidente.
  Sena de Freitas compreendeu que o bondoso prelado desconhecia o carácter leigo da sociedade.
  Abordou então o Catedrático Dr. Lino, seu amigo e falou ainda com o seu velho amigo Almeida Silvano, futuro professor de Seminário de Lamego.
  É numa sala do palácio dos Coutinhos falou aos estudantes. Assim fundou a 1.ª Conferência Académica.
  Ainda em 1884, contribuiu para a instituição em Lisboa do primeiro Conselho Particular da sociedade em Portugal.
  Modelo vicentino, sem dúvida, porque o seu espírito vicentino motivou inúmeras vocações e adesões à sociedade de São Vicente de Paulo.
  Mas doente, perseguido pelas suas ideias, muito sofreu no Brasil, onde morreu em 1913.
  Sofreu muito, lutou muito. Escreveu e trabalhou muito. Serviu muito. Amou muito.
  Quando morreu tinha acabado de escrever as palavras - "Jesus Cristo", esse Jesus simples, sem coroa, apenas servidor e amante dos pobres, como o de São Vicente de Paulo...
  Sena de Freitas foi, mais tarde, justamente e publicamente apreciado. Não só na congregação dos Provinciais pelos Superiores, pela própria Igreja em que chegou a ser Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa, como várias cartas e artigos a ele se referiram elogiosamente, tendo, em 19 de Dezembro de 1921, sido promovido pela Juventude Católica uma homenagem à memória do padre Sena de Freitas, homenagem presidida pelo Padre Anaquim, tendo discursado o Conselheiro Fernando de Sousa, o aluno da Faculdade de Direito, Francisco Manuel dos Reis e o publicista Zuzarte de Mendonça.
  Finalmente em 26 de Julho de 1968, foi elevada, em Ponta Delgada, no jardim com o seu nome, uma estátua a este polígrafo açoriano, estátua da autoria do escultor Numídeco Bessone, também açoriano.
  José Joaquim Sena de Freitas, sem dúvida modelo vicentino, imitado e seguido por tantos, sobretudo pelos que vieram a formar as Conferências de São Vicente de Paulo, que fundou e fez fundar, de cujo espírito vicentino foi o grande propagador em Portugal, espírito até então desconhecido.