quarta-feira, 18 de setembro de 2019

POBREZA - DAS NOSSAS VIDAS



No seu artigo jornal “Obras da Rua” - Pe. JÚLIO, relata notícia entre a pobreza na europa e africa, referindo que a Obra de Rua em Africa é, em primeiro lugar, uma bênção para a própria Obra´´, é o que ela é, é uma obra pobre, de pobres, para os pobres, pelos pobres. Diz pouco mais adiante; como dizia Pai Américo, se não houvesse pobres, a quem poderíamos amar?
Pode-se então dizer que no mundo europeu não há pobreza? Não, há pobreza, e mais pobre ainda porque não pode ser objeto de bem à sua medida. Deixa uma critica: não se pode criar estruturas para lhes fazer bem sem a autorização e beneplácito do Estado que tantas vezes complica a vida dos pobres que, de si mesma, é e tem de ser simples. Afirma: tenho bem presente a resposta de Pai Américo àqueles que nesse tempo, inversamente aos de hoje, dizia «não está nada certo o aparato das casas da nossa aldeia: nem nós os temos o lixo, seria uma simples transferência. Se do lixo para luxo, seria miséria doirada».
Os pobres, muitos a tempo inteiro, outros em semi-pobreza temporária…
Citei parte da publicação…

Hoje diria que os tempos são pouco diferente embora tenhamos perto de 20% de pessoas em situação de pobreza ou semi-pobreza, ele é pobreza psicológica, do que real. Hoje a maior parte delas tem certa dificuldade de sentir na pele a falta de trabalho, hábitos adquiridos na procura de trabalho, de recusar a mesma (mesmo que lhes seja proposto algumas alternativas de procura a nível das comunidades paroquiais vicentinas, ou institutos de segurança social, ou por mero desleixo. Sabemos que a maior parte dos menos jovens entre idades 30 a 50 não tem qualificações literárias o que dificulta a procura…(será a culpa deles?)  
Vejamos, antes de Abril de 74, não existia ordenado minino nacional, ela apareceu no 1º governo provisório então o 1º ministro Adelino Palma Carlos, foi criado OMN em 27/05/1974, no valor em euros de hoje: 16,50.
Nos tempos de hoje temos implementado o RSI-rendimento social reinserção o valor: Para um individuo: 189,66€ + 132,76 se houver uma segunda pessoa e +94,83 se for caso de um menor.

Diria que é mais má vontade por parte de quem tem necessidade; pois recentemente uns vicentinos ofereceram um computador portátil para que uma pessoa ganhasse vontade de dar um passo em frente ao seu desespero da vida difícil que diz levar e não quis aceitar a oferta

Portanto perguntaria; não será mais pobreza psicologia, espiritual e, vontade de procura?
Nós vicentinos podemos ajudar os jovens para isso partilho uma notícia; Economia e Finanças, um link: https://economiafinancas.com/2019/25-estagios-de-ingresso-para-a/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+EconomiaFinancas+%28Economia+%26+Finan%C3%A7as%29  acesso a oferte de: (25 estágios na carreira de vigilantes da natureza).
Aconselho consulta ás condições.

Nos vicentinos sempre disponibilidades e ajudamos e procuramos cria vontades (como está nos Espírito Vicentino) que haja disponibilidade.

Tema de responsabilidade de: Fernando Teixeira.
Gaia, 18/09/2019



domingo, 15 de setembro de 2019

Dia 27 setembro festa regulamentar de S.V.P.


Vigésimo Sexto Domingo do Tempo Comum
Dia 29 setembro 2019
Leituras: Am 6,1a.4-7; Tim 6,11-16; Lc 16,19-31
“Passados dois dias de 27-09, lembramos a Festa Regulamentar S.V.P. Não irei aqui transcrever o Evangelho de Domingo, mas tem muito haver com os atos e atitudes do vicentino(a)s, não só também para “certos setores da nossa igreja” a olhar para dentro. Para isso remeto a vossa atenção á leitura do domingo 29-09, para o evangelho de São Lucas nos descreve muito bem” OS” Lázaros que vagueiam pelas cidades. Hoje existe 20% de pessoas a caminho de situação de pobreza. Ainda hoje, encontramos muitos “Lázaros-pobres” a vaguear pelas ruas a pedir, umas esmolas, outros novas oportunidades de vida e mesmo assim passamos adiante, mandamos trabalhar como fazem os ricos, como umas atitudes dos Fariseus. Por vezes um vicentino estão numa situação de incapacidade de dar respostas, o (presidente do CGI aconselha de não se deixar desmotivar pela ociosidade). Existe vários imoveis por aproveitar para dar corpo aos Lázaros e, a opção e´ o lucro, transformando em hotéis de luxo. Quantos e quantos moram em casas ditas “Bairro do Gaiato com carros á porta” Porque não olhamos para dentro? Como diz e bem a leitura do evangelho desse dia o Lázaro morreu, foi colocado e levado pelos Anjos ao lado de Abraão e o rico já preocupado solicita ao Pai Abraão por socorro, com insistência. Aconselho ler estes dias o Evangelho LC 17,5-10 do Ano C; 26 Domingo do T.C. dia 29 de setembro, para melhor entender”.
Interpretação própria…
-------------------------------------------------- Reflexão vicentina -----------------------------------------    
As leituras deste domingo nos fazem refletir sobre o sentido da vida. O Evangelho é muito claro: a parábola do rico e do pobre Lázaro nos diz claramente que ter riqueza sem olhar com misericórdia para os Pobres é a receita para a infelicidade.
A primeira leitura (do Livro de Amós) nos motiva a nunca nos deixar motivar pela ociosidade. Nesta mesma linha, a Carta de São Paulo a Timóteo nos motiva a nunca descansar, mas sempre “combater o bom combate de fé, para conquistar a fé, para a conquista a vida eterna”. Finalmente o Evangelho nos diz como viver a misericórdia com os Pobres; (pessoas em situação de pobreza) e ser proativo na vida de fé: através da escuta das mensagens que Deus nos comunica, através dos Seus profetas e suas manifestações.
A ociosidade faz mal a nós e aos outros que deixam de se beneficiar de nossos dons. Pior que ser rico e não partilhar os bens materiais com os (Pobres), é ter dons não materiais (o saber, o poder, a capacidade de empreender) e não utilizar para a construção de um mundo melhor (em particular para os próprios Pobres). Quem tem dons e vive na ociosidade interior peca duas vezes: primeiro, contra si (porque não se realiza como pessoa) e, segundo, contra o próximo (porque não pertite que os outros possam melhorar suas vidas, através de seu trabalho).
O conhecimento das oportunidades de servir, através de nossos bens materiais ou não materiais vem da escuta. O rico da parábola suplica a Abraão que mande o pobre Lázaro ao mundo para dizer-lhes que se convertam<. O mesmo Lázaro que passara tantas vezes pelo rico a ele que compartilhasse os seus bens! Seria necessário um fenómeno sobrenatural (um morto voltar à vida) para que seus parentes acreditassem. A resposta de Abraão foi direta e serve para nós também: se não acreditarmos na Palavra de Deus, não nos converteremos através de um fenômeno sobrenatural.
Como vicentino, sabemos que tudo que temos e que recebemos, é um empréstimo de Deus e geridos por nós, devemos partilhar com os (Pobres) que assistimos, porque também eles são um dom de Deus.
16º presidente Renato Lima


terça-feira, 3 de setembro de 2019

IMAGEM QUE FALA POR MIL E UMA PALAVRA


Parte superior do formulário
Informação  Acidigital

Papa Francisco recebe a bênção de Pe. Johannes Feierabend durante a Audiência Geral em 28 de agosto. Crédito: Vatican Media

Vaticano, 02 Set. 19 / 02:00 pm (ACI).- Na Audiência Geral de 28 de agosto, o Papa Francisco surpreendeu os fiéis com um gesto humilde, ao receber a bênção de um sacerdote recém-ordenado.
Normalmente é o Santo Padre quem dá a bênção aos participantes, mas desta vez, quando passou pelo sacerdote beneditino Johannes Feierabend, inclinou-se e recebeu-a de suas mãos.
Pe. Feierabend nasceu em 1984, em Weilheim-Schongau, Alemanha. Estudou teologia e entrou no seminário de Augsburg, Alemanha.
Em 2014, ingressou no mosteiro beneditino da Arquiabadia de São Pedro, em Salzburgo, na Áustria.
Em 29 de junho deste ano, Festa de São Pedro e São Paulo, foi ordenado sacerdote pelo Bispo Auxiliar de Augsburgo, Dom Florian Wörner.
Pe. Feierabend celebrou sua primeira Missa no pequeno distrito de Pähl, em Weilheim-Schongau, sua terra natal, em meados de julho, acompanhado por cerca de 1.800 fiéis presentes.
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NOTA FINAL: Uma imagem que realmente acreditar que realmente Jesus Cristo está presente. 
Imagem que substitui palavras pomposos, de muitos pomposos da nossa igreja  


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Património dos Pobres da Paróquia (Casa do Gaiato)






JORNAL O GAIATO-PAÇOS DE SOUSA


TENHO ACOMPANHADO ESTE JORNAL DE PERTO E VERIFICO QUE NADA É FEITO NAS COSTAS DOS SEUS RESPONSÁVEIS NA CONSERVAÇÃO DAS CASAS DOS POBRES DA PAROQUIA (Pessoas em situação de pobreza). Palavras do presidente  EAPN, Pe. Jardim Moreira.

QUEM PODE PAGA; EM FUNÇÃO DOS SEUS RENDIMENTOS MAS, QUANDO TEM VIDA PRÓPRIA SAI. 
ISTO CHAMA-SE DEFESA DA DIGNIDADE DO HOMEM.

AJUDAR "QUEM MERECE"  e
"QUEM NÃO MERECE"

A última parte do texto (6.º parágrafo) toca a todos nós e muito bem dito.



terça-feira, 27 de agosto de 2019

REFLEXÃO VICENTINA - 01-09 -2019


Vigésimo Segundo Domingo do Tempo Comum
Leituras: Sir 3,19-21-31; Heb 12,18-19.22-24ª; Lc 14,1.7-14
“Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”.

Evangelho de Jesus Cristo 2º São Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou, a um sábado, em casa de um dos principais fariseus para tomar uma refeição. Todos O observaram. Ao notar como os convidados os primeiros lugares, Jesus disse-lhes esta parábola: “Quando fores convidado para um banquete nupcial” não tomes o primeiro lugar. Pode acontecer que tenha sido convidado alguém mais importante que tu; então aquele que vos convidou a ambos, terá que te dizer: ’Dá o lugar a este’; e ficará depois envergonhado, se tiveres de ocupar o último lugar; e quando vier aquele que te convidou, dirá: ‘Amigo sobe mais para cima’; ficarás então honrado aos olhos dos outros convidados. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado”. Jesus desse ainda a quem O tinha convidado: “Quando ofereceres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos nem os teus irmãos, nem os teus parentes nem os teus vizinhos ricos, não seja que eles por sua vez te convidem e assim será retribuído. Mas quando ofereceres um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás feliz por eles não terem com que retribuir-te: ser-te-á retribuído na ressurreição dos justos.   
  
               -------------------------------- Reflexão vicentina ----------------------------------------

As leituras deste domingo tratam de uma das cinco virtudes vicentinas a humilhação. Para São Vicente, humilhação significa o reconhecimento de que tudo de bom que temos vem de Deus. Portanto, humildade não significa sempre se colocar em uma posição de timidez, ou de apatia. Humildade quer dizer que devemos utilizar todo o nosso conhecimento, nossas competências, nossa condição social ou profissional para fazer o bem, mas sempre considerar que o nosso conhecimento, nossas competências e nossa condição social ou profissional são dons de Deus.

Quando somos bem-sucedidos, é Deus quem nos ajuda. Eu reparo em mim que sempre a Deus na orarão quando necessito de alguma coisa, mas quando a recebo, muitas vezes me esqueço de agradecer a Ele. É como se passasse a pensar que “não era coisa tão difícil assim de conseguir”.

Se passamos a dedicar a Deus cada sucesso, nos sentimos muito melhor, porque percebemos o quando somos importantes para Deus e o quando Ele nos “mima”. É uma sensação muito agradável sentir.se amados por Deus nas pequenas e nas grandes conquistas. O sentimento de ser amados nos leva a perder o medo de enfrentar novas dificuldades de lutar por novas conquistas.

E isto vale tanto para coisas materiais quando para êxitos não materiais. Se aceitar que os bens materiais são presentes de Deus, estamos prontos a “viver como se não tivéssemos” (como nos diz São Paulo) e oferece-os de forma livres ao serviço Dele nos irmãos (como fazem os vicentinos). Ao mesmo tempo, se conquistamos um premio ou dão importância por algo e os aceitamos como presentes de Deus, tomamos consciência se que nunca estamos sós: Ele sempre estará connosco.

Quando nos exaltam, é a Deus que devemos dar crédito. Interessante o que Jesus fala sobre o banquete; conforme nos relata acima o Evangelho, etc, etc.

Repara que Jesus não diz que não devemos aceitar uma exaltação ou uma importância que nos dão. Não! Ele diz que devemos ser sábios e esperar que os outros reconheçam nossa importância. Humildade é isso: aceitar educadamente a exaltação que nos fazem, mas que ele nada mais é do que um dom de Deus e a Ele deve ser oferecida.

Finalmente, quando nos consideram sábios, devemos escutar mais, porque a sabedoria completa só existe em Deus. A primeira leitura do domingo (do livro de Bem-Sirá) nos diz: “o ouvido atento alegra-se com a sabedoria”. Quando aceitamos que nossa sabedoria é um dom de Deus, colocamo-nos na posição de sempre escutar mais, aprender mais, saber mais. São Vicente de Paulo era um mestre neste conceito “socrático” de fazer com que as próprias pessoas fossem levadas a concluir sobre o que queria pregar. Nas famosas “conferências de terças-feiras” falava, mas deixava que todos participassem e aprendia de todos. Realizava um exercício muito interessante com os coirmãos que se chamava de “repetição de oração”: ao ler um texto evangelizador, pedia cada coirmão dissesse o que o texto lhe havia dito, no fundo do coração e de forma prática. É uma lição vicentina que devemos aprender em nossa conferências e Conselhos, porque é uma enorme expressão de “humildade: escutar, excitar e escutar. 


  



domingo, 4 de agosto de 2019

A REGRA VISTO À LUPA



SECÇAO III
DEVERES DOS VICENTINOS
SECÇÃO V
O PRESIDENTE

1.       A Conferência é animada por um Presidente, eleito por escrutínio secreto e por maioria entre os seus membros efetivos, em reunião para esse fim expressamente convocado. Como orientador e servidor, o Presidente procura o consenso e aceita o ponto de vista maioritário dos seus membros.
2.       Em caso de empate, deverá repetir-se a votação entre os dois candidatos e, se o mesmo subsistir, caberá ao Conselho de que a Conferência depende a escolha de um dos candidatos.
3.        No prazo máximo de quinze dias após a eleição, a Conferência deve informa o Conselho de que depende do seu resultado e da constituição da Mesa.
4         e 5.  No que se refere aos números e entre aspas achando dispensável visto se tratar organismos de Obras Especiais e posição do Conselho Nacional sobre a tomada de posse e audições; podem consultar a Regra na página 98 e 99.

Artigo 22º
(Duração do mandato. Limite de idade)

O mandato do presidente da Conferência é de quatro anos, podendo ser renováveis por outros quatro, mediante ato eleitoral, desencadeado três meses antes de expirar o primeiro mandato, não podendo ser eleito para as funções de presidente uma vez atingidos os 75 anos.

Obs. pertinentes:
No primeiro ponto fala-nos do exercício de um presidente, não é tarefa fácil, requer primeiro disponibilidade na preocupação com a formação de cada candidato a vicentino que por sua vez é raro conquistá-los e muitas vezes deixam de aparecer. Pergunta-se porque será, que pensam ver numa Conferência um modo, um meio de vida que não sua prática do bem, da caridade?
Porque será, os jovens quando aparecem e os que aparecem fogem, será que não nos preocupamos em saber os porquês do seu desaparecimento? Essa preocupação deveria existir em toda as idades etárias….
A PRESENÇA DO CONSELHEIRO NAS REUNIÕES TEM UM PAPEL PREPONDERANTE.
No artigo 22 diz-nos no tempo do exercício dos mandatos. Então porque será que falta de consenso no cumprimento do tempo que nos é imposto os 75 anos?
A esta resposta podemos ter acima com a falta de interesse em saber porque se vão embora e nos deixamos ir sem nos preocupar neles…

… CONTINUA
  


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

II Congresso Nacional da S.S.V.P.


II CONGRESSO NACIONAL DA SOCIEDADE DE S. VICENTE DE PAULO
FÁTIMA, 27 E 28 DE OUTUBRO DE 2018

Aproveito para introduzir como decorreu o congresso para informar algumas partes descrita no Boletim Português de novembro para quem não pode estar presente em Fátima nos dias acima.
O Congresso decorreu no Consolata Hotel tendo como tema geral: “Carisma Vicentino – Que perspetivas e desafios para o futuro”, convocado pela Associação S.S.V.P – Portugal (Conselho Nacional de Portugal), no sentido de encetar novos caminhos e renovar o ânimo e o espírito das Conferências Vicentinas em Portugal. A sessão foi presidida por sua Ex. Ver., D. Augusto César Alves Ferreira da Silva, Bispo Emérito de Portalegre e Castelo Branco, ladeado pela presidente Nacional, Alda Maria Couceiro e pelo Confrade Francisco Ruiz Holegado, Presidente do Conselho de Zona de Cádiz / Espanha representante do Presidente Geral Internacional da S.S.V.P. por seu intermédio, enviou ao Congresso uma Mensagem. Para além destes acima estiveram presentes pela família Vicentina; Padres da Congregação e Filhas da Caridade entre muitos vicentinos e vicentinas, que depois da saudação e oração iniciais foi dado início o congresso.
Os temas foram divididos em quatro painéis e debates e, pela sua importância da exposição focarei neste artigo só o primeiro painel, remetendo para as leituras aos 2 até ao 4 painel em debate no B.P que é distribuído aos presidentes das conferências, esperando que sejam facultadas para consulta…
Ao primeiro painel tivemos como moderador o Dr. Paulo Rocha da Agencia Ecclesia e como orador o Prof. Dr. Juan Ambrósio agradecendo o convite informando que embora não sendo um vicentino teve a sua vantagem ao ler a Regra e os Princípios Fundamentais da SSVP, concluiu que o seu trabalho foi facilitado pelas inúmeras pistas encontradas, importando saber se os vicentinos estão no caminho certo e a fazer o que devem e como devem, à luz do espirito de serviço que os anima. O orador colocou a questão acerca da oportunidade do Carisma Vicentino no mundo atual, face às alterações socioeconómicas verificadas. Vale a pena continuar em conformidade com Carisma inicial? Ainda é válido ou precisa de ser reformulado? Questionou o orador.
A experiencia do encontro dos vicentinos, através da visita domiciliária, tem que ser com Jesus Cristo porque não há cristianismo sem encontro com Deus, Senhor e Pai, pois o encontro tem que ter as duas vertentes: Deus e o ser humano, porque servir a Deus, nos remete de imediato para o serviço ao Homem dos nossos dias, deixando de ser um cristianismo burguês, fechado em si mesmo e longe da realidade do mundo atual. O desafio que se coloca hoje à S.S.V.P. e pela razão atrás explicita, é que não repense o seu futuro a partir de si, do seu interior, mas incumbe e que a Regra Vicentina consagra como se Carisma: Sair de si e ir ao encontro dos homens. A missão que incumbe a Igreja, carateriza-se com o seguinte tripé: Anúncio da palavra, celebração da fé e vivência da caridade, funcionando as três em simultâneo, como experiência de comunhão, fundamental na Missão da igreja.
Maia adiante o convidado afirma: Sobre o que a Regra Vicentina diz do compromisso vicentino, o trabalho vicentino não é somente ajudar o pobre quando ele precisa, mas antes prevenir as situações antes delas acontecerem, questionando a Assembleia sobre esse compromisso, respondendo com um exemplo prático, disse o Prof. Juan Ambrósio: “ Os vicentinos não devem somente tirar a água do navio que se está a afundar, devem antes prevenir que o navio se afunde pelas causas que originam a entrada da água, isto é, lutando contra as causas que originam a pobreza, sendo justos e procurando a justiça”, O orador questionou se todos não andamos a servir os pobres somente para subirmos mais uns degraus na direção do céu …
Que traços especiais distinguem a S.S.V.P. de outros movimentos?
Sendo a S.S.V.P. uma associação de leigos, que brota da dinâmica batismal, não tem que obedecer a ninguém. Os vicentinos têm de ser adultos e a sua condição batismal legitima as ações e as iniciativas e traçam caminhos, pelo que a hierarquia da Igreja não tem que se lhes opor, sendo cristão no coração do mundo, em comunhão com toda a comunidade e com a Igreja. O orador prolongou-se um pouco mais sendo importante a sua apresentação do tema:
A SSVP é uma sociedade de espírito jovem, mas aos jovens falta-lhes a sabedoria e a experiência que é necessária para enfrentar os problemas no futuro, mas não pode deixar de ser ousada e criativa, que são notas caraterísticas da juventude, que perscruta a traça caminhos novos, procurando ser espaços de aprofundamento da esperança cristã e de crescimento para os jovens.   A SSVP necessita de uma estrutura de identidade, vinda de fora. Parece que a estrutura atual é pesada. Não poderá haver uma Regra menos desenhada?
Uma Igreja poliédrica, (vidro fino e transparente, limpidez), exigindo de todos responsabilidade, em obediência ao Evangelho, segundo o Papa Francisco, que quer dizer discernir, agir, decidir e avançar com conjunto, focando como exemplo o orador uma roda de bicicleta.
Que lugar, pois, para a diversidade num momento tão exigente, para uma Igreja poliédrica?
A ação não se pode esgotar em terias e códigos, mas antes deve centrar-se no ser e fazer, numa preocupação pela pluralidade humana, buscando o seu pleno desenvolvimento.
Como tal de que modo estão a agir hoje as Conferências Vicentinas? Estão atentas a essa pluralidade, buscando todo o desenvolvimento humano? Perguntou de novo o orador.
Não havendo Cristianismo sem encarnação e é desta forma que Jesus Cristo nos interpela neste momento da história. Estamos atentos a isso?
A SSVP está no terreno, conhecendo o meio e os modos e por isso tem o privilégio de poder entrar nesse mundo da pobreza e das relações humanas sem dificuldade.
Andamos a “roubar” pobres uns aos outros ou coadjuvamo-nos na organização social, enquadrando e aprofundando o papel de cada grupo social?
As Conferências vicentinas são um grupo profético, na procura do bem comum e como projeto de Deus? Pergunta de novo o orador.
Estamos a ser grito profético? perguntou o Prof Juan Ambrósio. Quem são os Pobres? São os pobres os protagonistas da ação da SSVP., ou estão a ser utilizados por esta?
O cristianismo é indispensável para o futuro da humanidade, tenha ele o sabor que tiver e a S.S.V.P., tem uma palavra a dizer, disse ao finalizar o orador deste painel.
Seguiu-se um breve debate sobre o 1º painel, foi dito pouco mais adiante que aqui merece realçar: Os pobres não são os destinatários da nossa ação, mas irmãos como nós e membros da mesma comunidade. Os cristãos e os vicentinos são enviados à sociedade e estão no coração onde se tecem as condições sociais.
Ou se vive no coração da vida, no coração da Sociedade, ou não se vive, rematou o Prof. Dr. Juan Ambrósio.
A palavra pobre tem muito peso, desinstala-nos!